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Rondônia extingue lixões e avança para aterros sanitários na região central

Mais de 140 toneladas de lixo são descartadas diariamente nos lixões a céu aberto da região central de Rondônia. Os municípios de Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste, Vale do Paraíso, Mirante da Serra, Nova União e Urupá, que somam quase 200 mil habitantes, estão se preparando para encerrar esses locais e atender ao prazo estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que determinou o dia 31 de julho como limite para a extinção dos lixões a céu aberto.

Para receber os resíduos da região, um aterro sanitário de iniciativa privada está em fase final de construção na zona rural de Ji-Paraná, município localizado a pouco mais de 370 quilômetros de Porto Velho. As obras começaram em junho de 2018 e a conclusão está prevista para um prazo de 180 dias. A estrutura tem capacidade para receber até 300 toneladas de lixo por dia e vai atender os seis municípios da região central do estado. A empresa responsável já opera dois outros aterros em Rondônia, nos municípios de Cacoal e Vilhena.

A coordenadora do Programa Ambiental, Maria Aparecida de Oliveira, destaca que o projeto prevê isolamento total da vala para evitar contaminação do lençol freático, além de tratamento fisioquímico do chorume. Uma central de triagem também será construída dentro do aterro, e barracões estão sendo alugados nos municípios para que catadores trabalhem em condições adequadas.

Ji-Paraná lidera a produção de lixo na região, com 100 toneladas por dia, e conta com uma associação de cerca de 20 catadores em atividade há quase dois anos. Ouro Preto do Oeste produz cerca de 28 toneladas diárias e está formalizando uma associação com 24 trabalhadores. Os demais municípios também avançam no planejamento para encaminhar os resíduos não recicláveis ao novo aterro em Ji-Paraná.


Com informações de g1.globo.com.

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