A chapa Lula-Alckmin apresentou na noite de sexta-feira as diretrizes de seu programa para o próximo mandato, caso reeleita. O documento enfatiza o fortalecimento democrático, a defesa da soberania nacional e a regulação das redes sociais como prioridades, além de propor mudanças no sistema de emendas parlamentares.
Em contexto de tensões com o governo norte-americano, o plano reafirma compromisso com a independência brasileira. O texto critica qualquer tentativa de subordinar o país a interesses externos e defende que soberania seja princípio permanente. Também ressalta a necessidade de reforma política para fortalecer a confiança no sistema eleitoral brasileiro.
As emendas parlamentares ganham destaque na proposta. O programa critica as emendas impositivas e o orçamento secreto, que somam R$ 50 bilhões no orçamento atual e representam 20% dos recursos livres do governo. Segundo o texto, essas práticas prejudicam a eficiência alocativa e dificultam a renovação legislativa, replicando-se em assembleias e câmaras municipais.
O projeto também defende a democratização do orçamento público com foco em quem mais precisa, reforma política qualificada como urgente, e combate ao que classifica como projeto liberal-conservador. Críticas à taxa de juros em 14,25% ao ano integram o documento, que também valoriza a inflação controlada e a estabilidade de preços.
Com informações de g1.globo.com.