📍 Brasília, DF

Zema rejeita modelo Bukele mas defende intervenção permanente no Rio

Romeu Zema (Novo) afastou a possibilidade de importar para o Brasil as práticas mais controvertidas do presidente salvadorenho Nayib Bukele, como prisões sem mandado e restrições ao habeas corpus. Durante sabatina ao g1 e GloboNews, o candidato presidencial descartou explicitamente essas medidas, apesar de reconhecer os resultados obtidos em El Salvador.

Zema defendeu uma intervenção federal duradoura no Rio de Janeiro, comparando a segurança pública a um tratamento oncológico que exige acompanhamento contínuo. O ex-governador mineiro estimou que essa ação duraria entre dez e vinte anos, tempo necessário para que as facções deixem de controlar territórios. Ele afirmou que a medida seria discutida com o próximo governador e prefeito do estado, além de especialistas e sociedade civil.

Quanto às políticas que pretende adotar do modelo salvadorenho, Zema citou aumentar o custo do crime, retomar áreas dominadas por facções e expandir o sistema prisional. Também propôs alterar a legislação para permitir prisão preventiva após acúmulo de ocorrências, possivelmente a partir da terceira infração. Adicionalmente, o candidato prometeu enquadrar facções como organizações terroristas para mobilizar Forças Armadas, Polícia Federal e outras agências federais.

Zema justificou a urgência das medidas citando dados da empresa Light: 52% da energia fornecida não é paga e o crime organizado arrecada aproximadamente um bilhão de reais anualmente. Para o candidato, sem retomada dos territórios, o crime continuará se expandindo com esses recursos.


Com informações de g1.globo.com.

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