O governo brasileiro identificou o que classifica como manobras de desinformação originárias da Argentina relacionadas à crise diplomática entre os países. Segundo integrantes da diplomacia brasileira, a estratégia argentina busca transferir a responsabilidade pelo início do conflito ao Brasil, desmentindo os fatos sobre como tudo começou.
O chanceler Mauro Vieira tem concedido entrevistas à imprensa argentina para esclarecer a população sobre as origens da tensão. O ministro aponta que o atrito iniciou com declarações de Javier Milei em uma convenção do PL e em entrevista posterior, quando se referiu a Lula com termos pejorativos e criticou o ministro Alexandre de Moraes. Na mais recente fala à imprensa argentina, Vieira pediu que as agressões cessem para que as relações normalizem, já que foram reduzidas ao nível de encarregados de negócios.
No cenário internacional, Lula procura conversa com Donald Trump, a quem chamou de amigo. O presidente brasileiro quer esclarecer fatos com os EUA, especialmente sobre dados de desmatamento que fundamentam novas tarifas americanas contra produtos brasileiros. A avaliação do governo é que a diplomacia brasileira já respondeu adequadamente aos conflitos e agora busca realinhar as posições.
Diplomatas avaliam que declarações de Milei tiveram má repercussão internamente na Argentina, possivelmente forçando um movimento inicial de reaproximação. No entanto, novas declarações do chanceler argentino sinalizaram mudanças ideológicas na região, mantendo a tensão. Para o Itamaraty, houve intensa mobilização em redes sociais para culpabilizar o Brasil, o que motiva a estratégia de contrapor fatos às desinformações.
Com informações de g1.globo.com.