A Procuradoria-Geral da República se posicionou a favor da manutenção da proibição de visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, que cumpre prisão domiciliar. O posicionamento foi apresentado nesta quarta-feira após solicitação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A defesa de Bolsonaro havia recorrido da restrição, argumentando que a medida seria desproporcional ante a natureza das condutas atribuídas ao ex-presidente. Segundo a manifestação da PGR, as condições impostas para o cumprimento da pena podem sofrer limitações em caso de descumprimento, independentemente da condição profissional de quem tenta visitá-lo.
A suspensão das visitas do senador ao ex-presidente foi determinada em julho por Moraes pelo período de 90 dias, cobrindo toda a campanha eleitoral. A restrição foi imposta após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta manuscrita do pai, na qual Bolsonaro convocava apoiadores a se unir em torno da pré-candidatura do filho à Presidência, caracterizando o que o ministro considerou como desvio de finalidade do direito de visita e violação da proibição de uso de redes sociais.
Com informações de g1.globo.com.