O Supremo Tribunal Federal abriu investigação para apurar se o senador Weverton Rocha (PDT-MA) atuou para prejudicar as investigações de um assassinato cometido em 2022. A Polícia Federal localizou comunicações diretas entre o parlamentar e o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, mantidas entre janeiro de 2023 e outubro de 2025 por diferentes canais.
Gilbson Cutrim Soares Júnior foi condenado pela Justiça do Maranhão pelo homicídio do empresário João Bosco Sobrinho e posteriormente transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. A corporação identificou que um dos contatos entre o senador e o ministro ocorreu justamente no dia da transferência, em 2 de junho de 2025.
A investigação também apontou a atuação de Raimundo Cutrim, ex-secretário do estado em prisão domiciliar, como responsável por uma operação de silenciamento. Segundo a PF, ele teria repassado aproximadamente R$ 160 mil em dinheiro vivo a familiares do condenado para alterar depoimentos e garantir que agentes públicos e membros da família Brandão não fossem mencionados.
A PF suspeita da existência de um grupo organizado dedicado à obstrução de investigações em diferentes instâncias judiciais. O caso também envolve suspeitas de propina relacionada a Daniel Brandão, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, e aponta para um possível esquema de corrupção na cúpula do governo estadual.
Com informações de g1.globo.com.