O candidato à Presidência Renan Santos visitou o Jardim Panorama, na Zona Sul de São Paulo, portando colete à prova de balas, e anunciou um ambicioso programa de “desfavelização” nacional. A proposta prevê investimentos entre R$ 1,3 trilhão e R$ 1,5 trilhão distribuídos ao longo de dez a 15 anos, com metas de modernização nas comunidades.
O chamado “Marco Nacional da Desfavelização” inclui reformas ou reconstrução de moradias, regularização de propriedades e implantação de infraestrutura básica como água, esgoto, energia, asfalto, iluminação e equipamentos públicos. O candidato enfatizou que moradores não seriam desalojados, permanecendo nos seus bairros de origem. Imóveis recuperáveis seriam reformados, enquanto construções de risco receberiam novas estruturas. Renan também promete títulos de propriedade às famílias e defende participação privada em regiões de interesse econômico.
Para financiar a proposta, o candidato apontou investimentos públicos e privados, corte de despesas federais e criação de “títulos de desfavelização”. Citou renúncias fiscais e supersalários do funcionalismo como possíveis fontes de economia. Pagamentos mensais dos títulos poderiam variar entre R$ 30 e R$ 50 conforme estimativas apresentadas.
O programa também abrange combate ao crime organizado e coibição de invasões em terrenos públicos e privados. Renan propôs mecanismo chamado “Nuremberg das favelas” para permitir denúncias de crimes praticados por integrantes de facções criminosas. Ao encerrar o evento, o candidato entregou carta de compromisso a uma moradora da comunidade visitada.
Com informações de g1.globo.com.