A eleição presidencial de 2026 resiste a transformações significativas. Segundo análise de Felipe Nunes, diretor da Quaest, as pesquisas estaduais revelam uma disputa que se movimenta pouco onde realmente importa. Embora haja oscilações pontuais nas intenções de voto e variações de intensidade entre regiões, o panorama geral é de estabilidade estrutural entre os dois campos políticos.
Lula mantém força consolidada no Nordeste, com 53% na Bahia, 54% em Pernambuco e 54% no Rio Grande do Norte, repetindo ou superando seus patamares de 2022. Flávio herda a vantagem bolsonarista no Sul, liderando em Santa Catarina com 45% contra 20% de Lula, e no Rio Grande do Sul com 34% a 28%. Essa geografia elétoral permanece praticamente intacta, reforçando a polarização regional.
Nos três maiores colégios eleitorais, o quadro é de empate técnico. Em São Paulo, Flávio tem 30% e Lula 29%. Em Minas Gerais, 31% a 30%. No Rio de Janeiro, 31% a 29%. Comparação com 2022 evidencia que em quase dois terços dos 25 estados pesquisados não há alterações estatísticas significativas. As mudanças concentram-se em movimentos regionais, não em ondas nacionais capazes de reconfigurar a disputa.
Essa calcificação não indica ausência de movimento, mas sim transformações que ocorrem dentro de margens estreitas, sem modificar a estrutura fundamental que organiza as escolhas dos eleitores. Mesmo após quatro anos de governo, mudanças econômicas e substituição de candidatos bolsonaristas, os dois campos chegam ao início da campanha praticamente nivelados nos estados com maior concentração de eleitores.
Com informações de g1.globo.com.