A Maternidade de Campinas não realizou nenhuma laqueadura durante cesáreas ao longo de 2026, segundo dados do Sistema Único de Saúde consultados pela reportagem. Os registros mostram queda abrupta: em 2025, foram 390 procedimentos entre janeiro e outubro, mas em novembro caíram para cinco e em dezembro para dois. De janeiro a junho de 2026, o número ficou em zero.
Pacientes que procuraram a unidade para fazer a esterilização durante o parto afirmam ter recebido respostas negativas, mesmo atendendo aos requisitos exigidos. Algumas disseram que a maternidade teria parado de oferecer o serviço, enquanto outras foram orientadas a aguardar meses ou procurar outra instituição. A queda nos registros começou após a renovação do convênio entre o hospital e a prefeitura, em outubro de 2025.
A maternidade nega ter interrompido o serviço e atribui os dados zerados a registros desatualizados. A instituição afirma que realiza laqueaduras com base em critérios técnicos e assistenciais, mas não apresentou números alternativos. A unidade é administrada desde 2024 pela SCEI, entidade que também mantém a PUC Campinas e enfrenta endividamento de R$ 142 milhões.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o convênio prevê laqueaduras durante cesárea quando houver indicação clínica e recomenda que pacientes registrem reclamações na Ouvidoria. O Ministério da Saúde ressaltou que o procedimento pode ser realizado conforme a vontade da paciente e suas condições clínicas, e que serviços do SUS devem cumprir a legislação e diretrizes locais.
Com informações de g1.globo.com.