📍 Brasília, DF

Setor de bioeconomia cresce e atrai investimentos privados

A sociobioeconomia, modelo de desenvolvimento praticado por comunidades em territórios indígenas e quilombolas, ganhou visibilidade nos últimos anos. O setor, que engloba práticas como agrofloresta e produção sustentável de alimentos e madeira através de restauração, movimenta cerca de R$ 2,7 trilhões no país, equivalente a 25,3% do Produto Interno Bruto brasileiro, conforme pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria.

A expansão do setor está associada à integração da sociobiodiversidade em políticas governamentais, como o Plano de Transformação Ecológica, além de novos instrumentos de finanças verdes. Segundo Fabíola Zerbini, diretora executiva da organização social Conexsus, o fortalecimento dessa área é estratégico não apenas para agenda climática e conservação, mas também para justiça social e desenvolvimento econômico.

Apesar do crescimento e da estruturação em cooperativas e associações, produtores comunitários ainda enfrentam dificuldades para acessar crédito e recursos financeiros disponíveis no mercado. A maior parte dos incentivos e políticas de fomento não foi desenhada para esses negócios comunitários. A Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária, com 165 cooperados em Minas Gerais, levou mais de dez anos para obter sua primeira linha de crédito, apesar de existir há 18 anos.


Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.

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