A quimioterapia utilizada no combate ao câncer de mama pode gerar complicações na boca que afetam diretamente a qualidade de vida das pacientes. Alterações na saliva e na gengiva são efeitos colaterais que exigem atenção constante, conforme alertam especialistas. O Distrito Federal deve registrar estimativas de 1.410 novos casos de câncer de mama em 2026, o que torna ainda mais relevante o debate sobre cuidados durante o tratamento.
No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), pacientes oncológicos contam com a Unidade de Oncologia Clínica (UONC), que integra cirurgiões-dentistas na equipe de atendimento. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, o dentista avalia todos os pacientes que iniciam o tratamento, independentemente de apresentarem queixas. Essa abordagem evita que complicações bucais se agravem durante o processo, já que a baixa imunidade causada pela quimioterapia transforma infecções simples em problemas graves. De janeiro a julho deste ano, a rede pública do DF realizou 4.411 quimioterapias para tratar câncer de mama.
Oncologistas reforçam que feridas que não cicatrizam, dor nos dentes e sangramento gengival devem ser comunicados imediatamente à equipe médica. A mucosite oral, caracterizada por inflamações na mucosa, afeta muitos pacientes durante o tratamento e recebe prioridade no atendimento do HRT. A redução do fluxo salivar, desidratação e o uso de medicamentos associados também contribuem para complicações bucais que precisam ser monitoradas continuamente.
Com informações de jornaldebrasilia.com.br.