Barracas, trailers e vendedores ambulantes ocupam irregularmente a orla do Lago Paranoá em Brasília, especialmente no Centro de Lazer Beira-Lago, no Setor de Clubes Esportivos Sul. Um levantamento do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios realizado entre agosto e setembro mapeou essas atividades comerciais sem autorização, além de problemas ambientais e circulação de veículos em áreas de preservação. A situação levou representantes do MPDFT e de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal a se reunirem para discutir medidas de fiscalização e ordenamento.
As inspeções encontraram equipamentos náuticos alugados irregularmente, resíduos em áreas verdes e margens do lago, além de churrasqueiras improvisadas e fogueiras. O desafio central é equilibrar a preservação de uma das principais áreas de lazer da capital com o uso público organizado. Frequentadores como o estudante Erick Vinícius, de 21 anos, veem os ambulantes como complemento ao lazer, enquanto os órgãos públicos precisam verificar se as atividades cumprem normas urbanísticas e ambientais.
O próprio diagnóstico aponta que a falta de infraestrutura pública contribui para ocupações desordenadas. Banheiros, mobiliário urbano e áreas de apoio são insuficientes, o que favorece estruturas provisórias. A recomendação do MPDFT inclui ampliar a fiscalização e conferir licenças das atividades existentes. A discussão mobilizou DF Legal, Detran-DF, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Ibram, Adasa, Secretaria de Meio Ambiente, Seduh, SLU, Marinha do Brasil, Iphan e Administração Regional do Plano Piloto.
Com informações de jornaldebrasilia.com.br.