Antônio José Santana Martins, conhecido como Tom Zé, chega aos 90 anos neste domingo como um dos artistas mais singulares da música brasileira. Nascido em 11 de outubro de 1936, o baiano de Irará segue em atividade, tendo realizado show comemorativo na sexta-feira anterior no Circo Voador, no Rio de Janeiro.
Integrante do movimento tropicalista, Tom Zé se destaca por nunca ter seguido a lógica comercial da indústria fonográfica. Sua trajetória se entrelaça com grandes nomes como Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia, com quem participou do histórico show “Nós, por exemplo” em 1964. Também colaborou com Os Mutantes, sendo parceiro de Rita Lee em faixas como “2001” e “Qualquer bobagem”, além de ter apresentado Moraes Moreira a Luiz Galvão, influenciando a formação dos Novos Baianos.
A carreira de Tom Zé sofreu com fracassos comerciais de álbuns que só foram valorizados tempos depois. O ponto de virada ocorreu em 1986, quando David Byrne descobriu “Estudando o samba” e se encantou com a inventividade do disco. O encontro entre ambos em São Paulo, em 1988, redefiniu a trajetória do artista, que havia considerado desistir da carreira após anos de ostracismo.
Após essa redescoberta, Tom Zé recebeu reconhecimento internacional e lançou novos trabalhos como “Com defeito da fabricação”, “Jogos de armar” e “Tropicália lixo lógico”, consolidando uma discografia marcada pela coerência estética e determinação criativa.
Com informações de g1.globo.com.