Uma nova tensão tomou conta do Tribunal Superior Eleitoral após o corregedor-eleitoral derrubar a decisão do presidente Kassio Nunes Marques de tirar do ar o Exército do Lula, canal do WhatsApp organizado pelo deputado André Janones com mais de 3,7 milhões de participantes. O movimento gerou insatisfação entre ministros que questionaram a forma como o presidente agiu.
A campanha de Flávio Bolsonaro havia acusado o canal de disseminar desinformação e acionou o presidente do TSE por meio de um processo administrativo. Nunes Marques acolheu o pedido, mas colegas apontaram que a questão era judicial e deveria estar na alçada do corregedor Villas Bôas Cuevas. O corregedor reagiu derrubando a decisão, algo raro no tribunal.
Nunes Marques marcou uma reunião para esta terça-feira com as duas campanhas para discutir a disseminação de notícias falsas. A expectativa dentro do TSE é que o assunto seja levado ao plenário da Corte, onde a ação de Flávio Bolsonaro será analisada adequadamente. A tendência é que a discussão aconteça até quinta-feira.
Nos últimos dias da campanha, o tribunal nota aumento de desinformação, principalmente por aliados das campanhas, ainda que não necessariamente sob comando direto dos candidatos. O caso do Exército do Lula exemplifica esse cenário e agora será resolvido no local correto, segundo ministros ouvidos pela reportagem.
Com informações de g1.globo.com.