Os registros parciais de prestação de contas no Tribunal Superior Eleitoral revelam que o agronegócio está entre os principais financiadores das campanhas presidenciais. No caso de Lula, o maior doador individual é Erasmo Carlos Battistella, empresário ligado à produção de biodiesel, que contribuiu com R$ 500 mil. Já Flávio Bolsonaro recebeu R$ 2 milhões de Eloi Vitório Marchett, empresário do setor de soja, seu principal financiador pessoa física.
A legislação eleitoral permite doações de pessoas físicas dentro dos limites legais, mas proíbe contribuições de empresas às campanhas eleitorais. O setor agrícola representa aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto brasileiro e constitui um dos principais motores da economia nacional, abrangendo desde a produção rural até a indústria e exportação.
Ambos candidatos apresentam propostas para o agronegócio. Lula propõe fortalecer o crédito rural via Plano Safra, expandir políticas para pequenos produtores através do Pronaf, ampliar o seguro rural e criar um programa nacional de resiliência climática no campo. Também planeja modernizar a agricultura sustentável, continuar a produção de fertilizantes e fortalecer a produção de biocombustíveis, além de ampliar o acesso a mercados internacionais.
O levantamento dos maiores doadores é ainda parcial. As campanhas que chegaram ao segundo turno têm até 14 de novembro para realizar a prestação de contas completa junto à Justiça Eleitoral.
Com informações de g1.globo.com.