O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decidiu na sexta-feira manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. A reanálise do caso tornou-se necessária após o término do prazo inicial de 90 dias estabelecido anteriormente. A apreensão de uma arma do ex-presidente com um militar em uma blitz também pesou na análise do magistrado.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de organização criminosa que tentou dar um golpe de estado após sua derrota nas eleições de 2022. O ex-presidente permanece na residência onde mora com a ex-primeira-dama Michelle, uma filha do casal e uma enteada. A Procuradoria-geral da República havia enviado parecer ao STF recomendando a manutenção da prisão domiciliar, fundamentada em análise da Polícia Civil que decidiu não indiciar Bolsonaro no episódio da arma.
O condomínio Solar de Brasília, localizado no Jardim Botânico, é uma das regiões mais nobres do Distrito Federal. Com 1.258 lotes divididos em três áreas, o conjunto oferece infraestrutura completa com guaritas, vigilância 24 horas, quadras esportivas, ciclovias e áreas de lazer. A residência de Bolsonaro possui aproximadamente 400 metros quadrados em dois andares, incluindo área privativa com piscina, deck e churrasqueira.
Moraes proibiu o ex-presidente de circular pelas áreas comuns do condomínio e determinou que todas as armas sejam entregues em até 48 horas. O ministro também proibiu drones nas proximidades da casa, enquanto policiais penais monitoram o ex-presidente.
Com informações de g1.globo.com.