A Confederação Nacional da Indústria divulgou que cerca de 4,1 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos podem ser atingidos caso o governo Trump aplique o tarifaço recomendado pelo escritório comercial americano. Esses itens, que incluem ferro-gusa, açúcar bruto, etanol e produtos de alumínio, representam US$ 14,9 bilhões em vendas ao exterior.
O anúncio coincide com o início das audiências públicas em Washington sobre as possíveis tarifas. Os EUA apontam práticas econômicas desleais do Brasil em áreas como PIX, etanol, desmatamento e propriedade intelectual. O governo brasileiro rejeitou formalmente essas acusações em documento enviado na semana anterior. O prazo para um acordo termina em 15 de julho, deixando o governo brasileiro sob pressão para negociar.
Brasília optou por não discursar nas audiências públicas, mas enviará observadores pela embaixada. A estratégia brasileira aposta em negociações técnicas de alto nível, consideradas mais apropriadas para chegar a um entendimento. O presidente da CNI criticou a tarifa de 25%, argumentando que não possui justificativa jurídica, econômica ou estratégica.
Integrantes do governo avaliam que a recomendação do órgão comercial americano possui caráter político. A expectativa interna é modesta: em vez de reverter completamente o tarifaço, o governo trabalha pela possibilidade de redução ou anúncio de exceções para alguns produtos.
Com informações de g1.globo.com.