O modelo de jogos como serviço, popularmente conhecido como GaaS, já foi tratado como o caminho natural da indústria por muitos desenvolvedores. Um deles era Jonathan Rogers, criador de Path of Exile, da Grinding Gear Games. Mas uma experiência com Baldur’s Gate 3 acabou colocando essa convicção em xeque.
Em entrevista recente, Rogers revelou que chegou a acreditar firmemente que o GaaS era o futuro inevitável dos games — um modelo em que o jogo evolui continuamente e os jogadores permanecem engajados por longos períodos. Essa lógica fazia sentido para ele, especialmente dentro do universo dos jogos de ação e RPG online. O sucesso do próprio Path of Exile parecia confirmar essa visão.
No entanto, o lançamento de Baldur’s Gate 3 pela Larian Studios mudou a perspectiva do desenvolvedor. O título chegou como um produto completo, sem passes de batalha, sem temporadas e sem conteúdo fragmentado — e ainda assim dominou conversas, premiações e vendas. Para Rogers, foi um sinal de que o mercado ainda tem espaço, e muito, para experiências fechadas e bem acabadas.
O criador também tocou em um ponto delicado do desenvolvimento sob o modelo GaaS: a pressão para tomar decisões de design que nem sempre o estúdio acredita serem as melhores para o jogo em si. Uma tensão constante entre o que agrada métricas de retenção e o que de fato entrega uma boa experiência ao jogador.
Com informações de br.ign.com.