📍 Brasília, DF

Operação Checklist bateu em Paranoá e prendeu vistoriadores de ônibus

A região do Paranoá foi um dos sete pontos simultâneos onde a Operação Checklist aconteceu nesta sexta-feira (1º), numa ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do DF. A investigação mira um esquema de propina em vistorias de ônibus e micro-ônibus de cooperativas de transporte, onde servidores da Secretaria de Mobilidade liberavam selos de vistoria para veículos sem condição nenhuma de rodar nas ruas.

O preço cobrado para ‘fechar os olhos’ nas irregularidades variava entre R$ 400 e R$ 800, dependendo do tamanho do problema encontrado. A polícia apreendeu R$ 10.770 em dinheiro, duas armas de fogo e um veículo apontado como fruto direto das propinas. Quatro servidores foram presos: os vistoriadores William Ney Rosa, Edson Sousa de Oliveira e Carlos Pereira Rosa, além do auditor fiscal Willians Fonseca. Dos 14 mandados de prisão temporária autorizados pela Justiça, dez foram cumpridos e o restante segue foragido.

Três cooperativas aparecem no centro das investigações: Coopertran, Cootarde e Cootransp. Segundo o delegado Robson Rui, da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, o esquema envolvia desde presidentes até motoristas. O Ministério Público estima que quatro ou cinco ônibus por dia passavam pela vistoria sem serem de fato avaliados — mas o número pode ser maior, já que cerca de 54 veículos são vistoriados diariamente.

Como consequência imediata, a Secretaria de Mobilidade suspendeu todas as vistorias programadas para esta sexta-feira. O MP não descarta a possibilidade de firmar acordos de delação premiada com os envolvidos. A próxima etapa é a análise das provas colhidas para decidir se há base para oferecer a denúncia formal e pedir a prisão preventiva dos investigados.


Com informações de g1.globo.com.

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