A federação formada por União Brasil e Progressistas decidiu não apoiar oficialmente a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A escolha abre caminho para que os diretórios estaduais das duas legendas ajam com liberdade e apoiem candidatos conforme seus interesses locais.
O desfecho resultou de tensões acumuladas entre Flávio e dirigentes da federação nos últimos meses. O presidente do PP, Ciro Nogueira, esperava manifestação pública de apoio quando foi alvo da Polícia Federal em investigação envolvendo o Banco Master em maio. Já Antonio Rueda, presidente do União Brasil, demonstrou incômodo após a prisão do ex-prefeito Márcio Canella (União), aliado de Flávio, por porte de fuzil encontrado em seu carro durante operação policial.
Lideranças estaduais, principalmente do Nordeste, pressionaram pela neutralidade na disputa presidencial. O argumento central é que um apoio formal a Flávio poderia prejudicar candidaturas locais em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém forte apoio eleitoral.
Apesar da decisão nacional, o PP em São Paulo pretende apoiar Flávio para fortalecer a pré-candidatura do secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite ao Senado. A estratégia busca contrabalançar o apoio do governador Tarcísio de Freitas ao pré-candidato do PL ao Senado, André do Prado.
Com informações de g1.globo.com.