A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal realizaram operação na manhã de quinta-feira (26) para prender 12 pessoas suspeitas de integrar organização criminosa que explorava famílias em luto. Os investigados se passavam por funcionários do Instituto Médico Legal (IML) e cobravam valores entre R$ 1,5 mil e R$ 8 mil para atestar óbitos, quando o serviço seria gratuito. Um vigilante do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) está entre os alvos de mandados de prisão temporária.
Segundo a polícia, os criminosos monitoravam frequência de rádio da Polícia Civil para chegar antes do rabecão (carro de recolhimento de corpos) aos locais de morte. Abordavam familiares se passando por agentes de captação de órgãos e prometiam processo mais rápido e menos doloroso. Uma vez na cena, avaliavam poder aquisitivo das vítimas para definir o valor da fraude. As funerárias, em seguida, confirmavam falsamente a informação com os familiares.
O vigilante do HRT é alvo porque avisava aos integrantes da rede quando uma morte ocorria na unidade, recebendo percentual sobre cada corpo informado. A investigação começou em abril após servidores do IML desconfiarem do esquema. Até agora, 30 famílias foram identificadas como vítimas, e mais denúncias devem chegar à polícia. Os suspeitos responderão por associação criminosa, estelionato, crime contra consumidor e falsidade ideológica.
Com informações de g1.globo.com.