Vigilantes dos hospitais do Distrito Federal cruzaram os braços na noite de terça-feira, afetando diretamente o atendimento em Ceilândia. Conforme relatos de pacientes, o pronto-socorro da região teve as atividades interrompidas durante a paralisação, deixando pessoas sem acesso ao serviço.
A greve reúne aproximadamente 18 mil trabalhadores em todo o DF, que reivindicam reajuste salarial de 6,5%, aumento no vale alimentação e fim das contratações por hora. O diretor do sindicato destaca que a modalidade de trabalho por hora ameaça eliminar cerca de um terço dos postos mensalistas. A categoria mantém a paralisação até que suas demandas sejam atendidas.
A Secretaria de Saúde acionou o 1º Batalhão da Polícia Militar para reforçar a segurança nas unidades. Em outras regiões, o caos foi maior: no Paranoá, pacientes relataram tentativas de invasão ao hospital após a saída dos vigilantes. Em Taguatinga, médicos cessaram os atendimentos logo após a paralisação da segurança.
Moradores de Ceilândia expressam preocupação com a situação. Um encarregado chegou a mencionar a possibilidade de deslocar-se para Goiás em busca de atendimento. A Secretaria de Saúde atribui parte das demoras a problemas no sistema Trackcare e trabalha para estabilizar a rede.
Com informações de g1.globo.com.