A Secretaria de Mobilidade suspendeu as vistorias em ônibus desta sexta-feira após a prisão de quatro servidores públicos. A operação, batizada de Checklist, investiga cobrança de propina para liberar documentação de veículos que não tinham condições legais de circular.
Entre os detidos estão dois vistoriadores, um auditor fiscal e outras pessoas envolvidas no esquema. Conforme as investigações, o valor da propina oscilava entre R$ 400 e R$ 800, dependendo do tipo de irregularidade encontrada. Na ação, foram apreendidos mais de R$ 10 mil em dinheiro, além de armas e um veículo tido como fruto do crime.
A polícia estima que entre quatro e cinco ônibus deixavam de passar por vistoria diariamente. O esquema funcionava em duas etapas: na primeira, era checado eixo, motor, pneu e óleo; na segunda, o auditor liberava o selo. Os envolvidos combinavam horários para que motoristas chegassem à garagem e encontrassem o servidor que recebia a propina.
Ceilândia foi um dos locais onde a operação cumpriu mandados de prisão. A Justiça havia determinado a detenção temporária de 14 pessoas, mas apenas dez foram localizadas. O restante é considerado foragido. O Ministério Público não descarta aceitar acordo de delação premiada com os acusados.
Com informações de g1.globo.com.