A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal cumpriram mandados de prisão temporária contra 12 pessoas envolvidas em um golpe que simulava ser funcionários do Instituto Médico Legal. O vigilante do Hospital Regional de Taguatinga está entre os alvos, acusado de informar sobre óbitos na unidade em troca de propina.
O esquema funcionava de forma coordenada: criminosos interceptavam frequências de rádio da Polícia Civil para chegar antes do recolhimento dos corpos. Ao tomar conhecimento de uma morte, se apresentavam às famílias como agentes públicos, prometendo atestado de óbito mais rápido e menos traumático. Funerárias integrantes do golpe confirmavam o contato e ofereciam o serviço, após avaliarem a capacidade financeira das vítimas.
Com o atestado assinado por um médico da quadrilha, as funerárias assumiam o enterro, transformando um serviço que deveria ser gratuito em um pagamento explorador feito por familiares em momento de luto. A investigação começou em abril após suspeitarem os servidores do IML da atuação criminosa. Mandados de busca também foram cumpridos em Vicente Pires, Lagos Sul e Norte.
Os suspeitos responderão por associação criminosa, estelionato, crime contra o consumidor e falsidade ideológica. Até agora, 30 famílias foram identificadas como vítimas, e a expectativa é que mais denúncias surjam.
Com informações de g1.globo.com.