Após visitar sete unidades no Plano Piloto e Cruzeiro, o Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos identificou que as escolas integrais estão operando de forma desorganizada nos primeiros seis meses de funcionamento. O conselho prepara relatório com as descobertas para apresentar em audiência pública.
Os problemas mapeados incluem cardápios desequilibrados com excesso de carboidratos, falta de espaço adequado para descanso das crianças e queda no desempenho dos alunos. Uma escola oferecia o mesmo achocolatado com bolacha três vezes ao dia, enquanto apenas uma unidade visitada tinha opção para intolerâncias alimentares. Estudantes que permanem dez horas diárias nas escolas carecem de estrutura e nutrição apropriadas, segundo Michel Platini, presidente do conselho.
A mudança também afetou cerca de seis mil alunos que perderam a frequência semanal às Escolas Parque. Atividades artísticas e esportivas que deveriam compensar essa perda nas Escolas Classe não chegaram com eficácia. Responsáveis relatam falta de professores especializados comparáveis aos das Escolas Parque, apesar dos esforços dos gestores locais.
A Secretaria de Educação reconhece estar em fase de avaliação e ajustes. Ana Lucia Moura, da Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto, afirmou que ampliações nos refeitórios e capacitação de profissionais estão em andamento. O conselho convocará a secretaria para audiência pública nos próximos dias.
Com informações de g1.globo.com.