A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o desaparecimento de um bebê recém-nascido que sumiu de um quarto da maternidade do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) na terça-feira. A criança, com apenas 12 dias de vida, estava em um alojamento conjunto quando foi relatado o sumiço por volta do meio-dia. Segundo testemunhas, uma mulher de vestido florido teria saído com a criança enquanto a mãe aguardava em fila próximo ao quarto.
O desaparecimento ocorreu durante um “dia de beleza” na instituição, quando pacientes recebiam serviços de manicure, cabeleireira e maquiagem. A mãe, uma jovem de 19 anos, estava no corredor quando percebeu que o bebê tinha desaparecido. O diretor-geral do Hran, José Adorno, confirmou o sequestro, mas não conseguiu explicar como a criança foi removida da maternidade. O bebê necessitava de cuidados médicos, incluindo um acesso venoso no braço que seria retirado naquele dia.
A segurança do hospital apresenta fragilidades. O Hran possui 28 câmeras instaladas na unidade, sendo seis delas na maternidade, mas nenhuma faz gravação de imagens – funcionários apenas monitoram em tempo real. Conforme o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), as câmeras nunca entraram em funcionamento por falta de estrutura adequada, como switches que interligam as câmeras aos servidores de monitoramento. A Polícia Civil deve divulgar características da suspeita e um retrato falado até o final do dia. Informações podem ser repassadas pelo Disque Denúncia, 197.
Com informações de g1.globo.com.