📍 Brasília, DF

Rock brasiliense em transformação: entre legado e reinvenção

Celebrado nesta segunda-feira, o Dia Mundial do Rock reacende o debate sobre a posição de Brasília no cenário do gênero. A cidade ganhou fama nacional nos anos 1980, quando bandas como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude transformaram garagens e superquadras do Plano Piloto em laboratórios musicais. O surgimento dessa cena autoral foi favorecido pelo isolamento da capital e pelo acesso a discos importados entre filhos de servidores públicos e diplomatas.

Passadas quatro décadas, o legado permanece, mas a realidade mudou. De acordo com Miguel Galvão, gestor da Infinu Comunidade Criativa, Brasília atravessa um período delicado. Muitas bandas encerraram atividades ou suspenderam trabalhos, e embora algumas retornem, o fluxo de novos nomes ainda não recuperou níveis anteriores. Os impactos deixados pela pandemia afetaram diretamente casas de shows, espaços culturais e artistas independentes. Para Galvão, o título de Capital do Rock virou um bordão que não representa completamente a realidade atual.

Uma nova geração tenta ocupar seu espaço. Kenji Matsunaga, vocalista da Never Look Back e guitarrista da Galinha Preta, reconhece que Brasília continua produzindo bandas de qualidade, mas destaca a falta de estrutura para crescimento. Segundo ele, um dos maiores desafios está na escassez de espaços voltados para apresentações autorais, muitas vezes com equipamentos precários. Para fortalecer a cena, Kenji aponta que o caminho passa pelo cenário independente, não pelos grandes festivais.


Com informações de jornaldebrasilia.com.br.

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