📍 Brasília, DF

Escolas integrais do Plano Piloto funcionam de forma improvisada

Após visitar sete instituições no Plano Piloto e Cruzeiro, o Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos identificou que as escolas integrais prometidas pelo GDF estão operando com pouco planejamento desde o início do projeto. As conclusões serão apresentadas em audiência pública a ser realizada nos próximos dias, quando a Secretaria de Educação será convocada para esclarecimentos.

Entre os problemas encontrados estão refeições com excesso de carboidratos e carência de legumes e verduras, falta de espaços adequados para descanso e redução no rendimento escolar. Apenas uma escola visitada oferecia cardápio adaptado para intolerâncias alimentares, enquanto outras repetem o mesmo alimento várias vezes no dia. Crianças que permanecem dez horas na instituição carecem de estrutura e alimentação mais robusta, segundo o presidente do conselho.

Outro ponto crítico envolve os seis mil alunos que perderam aulas semanais nas Escolas Parque. As atividades artísticas e esportivas prometidas nas Escolas Classe não funcionam efetivamente, especialmente pela falta de professores especializados. Mães relatam esforços dos gestores em contornar problemas de espaço, mas sem recursos humanos qualificados como nas Escolas Parque.

A Secretaria de Educação reconheceu a necessidade de ampliação em refeitórios e capacitação contínua de profissionais, afirmando estar em processo de avaliação. A pasta considera os ajustes parte do acompanhamento constante do semestre letivo, visando cobrir progressivamente a demanda por educação integral no DF.


Com informações de g1.globo.com.

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