📍 Brasília, DF

Operação prende suspeitos de fraude em atestados de óbito

A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal desencadearam operação para prender 12 pessoas acusadas de integrar esquema fraudulento nas funerárias do DF. O bando simulava ser do Instituto Médico Legal para enganar famílias em momento de luto, cobrando entre R$ 1,5 mil e R$ 8 mil por atestados de óbito falsificados.

Um vigilante do Hospital Regional de Taguatinga é alvo de mandado de prisão temporária. Conforme investigação da polícia, o funcionário avisava integrantes da quadrilha sempre que alguém morria na unidade, recebendo propina a cada corpo informado. A operação também cumpre 12 mandados de busca e apreensão em Vicente Pires, Lagos Sul e Norte e Taguatinga.

O mecanismo do golpe funcionava da seguinte forma: criminosos copiavam frequência do rádio da Polícia Civil para chegar antes dos servidores do IML. Abordavam familiares de falecidos alegando ser agentes de captação de órgãos e prometiam atestar a morte de forma mais rápida. As funerárias confirmavam a proposta, oferecendo serviço que seria gratuito, mas acabava custando caro às vítimas em situação de vulnerabilidade.

A investigação teve início em abril após servidores do IML desconfiarem da ação criminosa. Até agora, 30 famílias foram identificadas como vítimas, e a expectativa é de mais denúncias. Os suspeitos devem responder por associação criminosa, estelionato, crime contra o consumidor e falsidade ideológica.


Com informações de g1.globo.com.

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