A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal realizaram operação na manhã de quinta-feira para prender 12 pessoas suspeitas de integrar organização criminosa que explorava famílias enlutadas. O esquema envolvia empresários, funcionários de funerárias e um médico, cobrando entre R$ 1,5 mil e R$ 8 mil por documentos de óbito falsificados.
Um vigilante do Hospital Regional de Taguatinga figurava entre os alvos da operação. Segundo investigações, ele informava às funerárias quando ocorriam mortes na unidade, recebendo percentual em troca. Os criminosos se passavam por servidores do Instituto Médico Legal, copiando frequências da rádio da Polícia Civil para chegar primeiro às famílias e oferecer atestados supostamente mais rápidos e com menos burocracia.
A tática envolvia avaliação do poder aquisitivo das vítimas no momento do falecimento. Com o atestado assinado por um médico do esquema, as funerárias assumiam os serviços e cobravam valores que seriam gratuitos se recolhidos pelo IML. Cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Vicente Pires, Lagos Sul e Norte e Taguatinga. A investigação identificou 30 famílias enganadas, com expectativa de mais denúncias.
Com informações de g1.globo.com.