O Banco Central iniciou este mês a operação de um sistema destinado ao registro de duplicatas escriturais, documentos digitais que comprovam valores a receber de empresas em vendas feitas a prazo. A iniciativa tem como objetivo fomentar maior concorrência e diminuir despesas no mercado de antecipação de recebíveis, mecanismo que permite empresas transformarem em dinheiro imediato valores que receberiam apenas no futuro.
Instituições como B3, Cerc e Núclea receberam autorização para fazer o registro e a escrituração dessas duplicatas. O sistema, supervisionado pelo Banco Central, deve estar em pleno funcionamento até o final do ano. A expectativa é que a digitalização amplie significativamente a segurança nas operações, permitindo que diferentes financiadores verifiquem com mais confiabilidade quem possui direito aos valores.
Com duplicatas registradas eletronicamente, fornecedores conseguem comparar ofertas de várias instituições financeiras e escolher aquelas com menores taxas de juros para antecipar seus recebíveis. O modelo também introduz os chamados boletos dinâmicos, que garantem o envio direto do dinheiro pago pelo cliente à instituição que antecipou os recursos, reduzindo erros e elevando a segurança das transações.
O mercado de antecipação de recebíveis representa grande potencial. Conforme dados do Banco Central, o fluxo de vendas a prazo alcança aproximadamente R$ 10 trilhões anuais, considerando as notas fiscais emitidas. Atualmente, empresas que emitem boletos por uma instituição financeira específica enfrentam dificuldades para buscar crédito em outro lugar, reduzindo as opções de financiamento disponíveis.
Com informações de g1.globo.com.