O Brasil está na mira de uma tarifa adicional de 12,5% impostos pelos Estados Unidos por não proibir e fiscalizar adequadamente a importação de produtos fabricados com trabalho forçado. O governo reconhece a necessidade da medida, mas a principal preocupação é saber se essa sobretaxa se somará à já anunciada alíquota de 25% em outros produtos brasileiros.
Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a resposta deve chegar na próxima semana. A investigação americana termina na sexta-feira, quando ficará claro se Brasil enfrentará uma cumulatividade de tarifas ou se uma excluirá a outra. O ministro indicou a possibilidade de o país sofrer tanto os 25% quanto os 12,5% adicionais.
A decisão fundamenta-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo americano investigar países cujas práticas prejudiquem o comércio dos EUA. Os Estados Unidos classificaram 61 nações, incluindo Brasil, China, Índia e Japão, como incapazes de controlar efetivamente bens produzidos com trabalho escravo. O embaixador Jamieson Greer afirmou que a falha em lidar com importações desses produtos é inaceitável e força trabalhadores americanos a competir em desvantagem.
O relatório americano aponta que, embora o Brasil assuma compromissos contra o trabalho escravo em acordos comerciais, não implementa proibições e fiscalização suficientes. A medida integra uma estratégia mais ampla de tarifação do governo Trump, após a Suprema Corte descartar poderes conferidos pela Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
Com informações de g1.globo.com.