O influenciador especialista em aviação Lito Sousa, aos 59 anos, recebeu diagnóstico de câncer de próstata durante o acompanhamento rotineiro. Alterações detectadas no PSA abriram caminho para investigações mais profundas, que confirmaram um adenocarcinoma de agressividade intermediária. A escolha pelo tratamento cirúrgico se justificou porque o tumor permanecia confinado à glândula.
A descoberta levanta uma pergunta recorrente: é realmente possível identificar câncer de próstata mesmo com exames em dia? A resposta é afirmativa. De acordo com especialistas, o rastreamento funciona como um processo investigativo em camadas. O PSA dispara um alerta, o toque retal acumula dados essenciais, a ressonância magnética aponta zonas suspeitas e apenas a biópsia confirma definitivamente a presença do tumor. Nenhum teste isoladamente fecha ou descarta o diagnóstico.
O PSA, marcador proteico do sangue, serve como sinalizador mas não como confirmação. Inflamações, crescimento benigno da próstata e certas atividades podem elevar seus níveis sem indicar malignidade. Simultaneamente, tumores nascentes podem gerar variações discretas. Por isso a interpretação sempre integra idade, hereditariedade, exame físico e imaginologia quando necessária.
A boa notícia: quando identificado antes da disseminação, o câncer de próstata responde muito bem aos tratamentos, com índices de cura acima de 90%. As opções variam entre acompanhamento ativo para casos de baixo risco, intervenção cirúrgica e radioterapia. A detecção precoce permanece fundamental para mudar o prognóstico.
Com informações de g1.globo.com.