O chefe da Organização Mundial da Saúde descartou nesta segunda-feira a possibilidade de o ebola se transformar em pandemia global. Segundo ele, o risco de disseminação do vírus para fora da República Democrática do Congo é reduzido, uma vez que a doença exige contato intenso para ser transmitida, diferentemente de patógenos respiratórios como a covid-19.
O surto que assola a região africana há alguns meses já registrou mais de 3 mil casos e aproximadamente 1,4 mil óbitos. Embora a maioria das mortes tenha ocorrido na RDC, o vírus também chegou ao país vizinho, Uganda. Historicamente, desde a descoberta do ebola há 50 anos, apenas 30 casos foram registrados fora das zonas endêmicas do continente africano.
Apesar da avaliação tranquilizadora quanto ao cenário internacional, o diretor alertou que o risco para os países da região é elevado. A contenção do surto enfrenta obstáculos significativos, principalmente pelos conflitos armados na região oriental do Congo, que dificultam as operações de resposta e provocam deslocamento massivo de populações para acampamentos.
Durante visita ao Rio de Janeiro, o dirigente da OMS reconheceu que a situação permanece preocupante, apesar dos esforços do governo congolês e do apoio de parceiros internacionais. Ele também foi homenageado pela Fundação Oswaldo Cruz com o título de doutor honoris causa.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.