O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou detalhes da Operação Rede Interrompida, ação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira que investigou suspeitos de planejar atos violentos na capital. A investigação começou na primeira quinzena de junho a partir de monitoramento do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria Nacional de Segurança Pública em conversas de grupos abertos no Telegram.
O grupo investigado discutia planejamento de invasões a prédios públicos do centro de Brasília, incluindo a Esplanada dos Ministérios e o Supremo Tribunal Federal, para o período eleitoral de outubro. Entre os planos estava também um possível atentado a bomba durante debates eleitorais. As mensagens analisadas não continham menções diretas a autoridades específicas.
A operação contou com apoio de forças policiais de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão que resultaram na localização de manuais para fabricar explosivos, mapas da região central de Brasília e planta baixa do Palácio do Planalto, classificados pelos investigados como alvos prioritários.
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp destacou que a apuração não se limitou a opiniões em redes sociais, mas revelou intolerância e planejamento de atos de violência. O ministro Wellington César Lima e Silva enfatizou o papel essencial da cooperação interfederativa e do compartilhamento de informações estratégicas para a proteção da sociedade.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.