📍 Brasília, DF

Desconfiança entre PF e STF marca investigações

A relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e o comando da Polícia Federal se deteriora conforme as investigações avançam. O clima tenso ganhou novo capítulo quando superintendentes da corporação assinaram nota em defesa de Andrei Rodrigues, após decisões do magistrado que restringem o funcionamento dos policiais.

Os atritos começaram em fevereiro, quando Mendonça assumiu a relatoria do caso Master no lugar do ministro Dias Toffoli. Na primeira ação, proibiu investigadores de compartilhar informações com superiores hierárquicos, incluindo o diretor-geral. Andrei questionou a medida nos bastidores, afirmando que a cumpria desde 2023 e negando interferência no trabalho de seus subordinados. O desconforto se intensificou porque Toffoli havia tomado medidas consideradas incomuns pela corporação, como determinar que provas fossem guardadas na PGR e não na PF.

Desde então, decisões de Mendonça em ambos os casos contêm trechos interpretados como recados diretos à corporação. Na autorização para busca e apreensão no escritório do advogado Willer Tomaz, na última terça-feira, o ministro restringiu rigorosamente o escopo da ação e determinou que documentos relacionados a terceiros não fossem examinados. A medida restringe práticas comuns da polícia, como investigações derivadas de descobertas fortuitas.

O cenário revela desconfiança recíproca entre as instituições enquanto investigações relevantes prosseguem. De um lado, a PF questiona limitações impostas que considera indevidas; do outro, o STF procura estabelecer limites para a corporação.


Com informações de g1.globo.com.

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