A Procuradoria-Geral da República apresentou manifestação pedindo que o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, seja afastado e demitido do cargo. A posição foi comunicada durante julgamento na Corte, onde os magistrados ainda precisam votar sobre a punição do acusado.
O magistrado responde a processo disciplinar desde fevereiro por denúncias de assédio sexual, importunação sexual e injúria. Uma jovem de 18 anos relata ter sofrido importunação durante visita à casa de Buzzi em Santa Catarina em janeiro. Uma ex-funcionária do gabinete do ministro também acusa episódios reiterados de assédio e comportamentos inapropriados ocorridos entre 2023 e 2025 dentro da Corte.
A PGR destacou em relatório que as vítimas apresentaram relatos consistentes e alinhados com provas coletadas. Segundo a procuradoria, ficou comprovado contato físico não consentido, comentários impróprios sobre atributos físicos e exibição de conteúdo sexualmente sugestivo. Buzzi nega todas as acusações e sua defesa questiona os depoimentos.
A mudança de entendimento da PGR ocorre após o Conselho Nacional de Justiça extinguir a aposentadoria compulsória como punição máxima. Se acolhida a manifestação, será a primeira vez que um ministro receberá a pena máxima por violação disciplinar grave. O magistrado permanece afastado desde fevereiro e impedido de acessar as dependências do STJ, embora tenha recebido salário durante investigações.
Com informações de g1.globo.com.