A Polícia Federal formalizou pedido ao Supremo Tribunal Federal para que a corte defina o que fazer com dez armas apreendidas do ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, em julho, que cassou o registro de colecionador de Bolsonaro e determinou a apreensão de todo armamento vinculado a ele.
O arsenal confiscado inclui pistolas de diferentes marcas e calibres, carabinas, fuzis e espingardas. Duas delas já estavam com a PF desde 2023 por ordem do Tribunal de Contas da União, enquanto outras seis foram entregues pelo Exército após ação anterior da defesa do ex-presidente. As duas armas restantes foram apreendidas em operação específica: uma com agente de segurança durante blitz e outra customizada, retida no Rio Grande do Sul.
A corporação argumenta que não possui atribuição para decidir o destino das armas, já que as apreensões não resultaram de investigação criminal própria ou inquérito policial em andamento na instituição. A PF afirma que compete ao tribunal definir se o armamento deve ser encaminhado ao Comando do Exército ou receber outro destino previsto em lei.
Com informações de g1.globo.com.