A relação entre o Palácio do Planalto e o Centrão atravessou anos de desgaste, repleta de embates nos bastidores e trocas públicas de críticas. O quadro se agravou a ponto de parecer irreversível, mas a proximidade do pleito presidencial mudou o tom das negociações entre as partes.
Sinais de distensão multiplicam-se. Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, voltaram a conversar após meses de silêncio. O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou apoio à reeleição do petista. Enquanto isso, os partidos do Centrão declararam neutralidade na disputa presidencial, recuando de aproximações anteriores com Flávio Bolsonaro. Em diferentes regiões, governistas e centauristas dividem palanques comuns.
O realinhamento reflete cálculos eleitorais de ambos os lados. O bloco, que comanda o Congresso com participação de legendas que vão do centro à direita, busca se posicionar estrategicamente diante do cenário que se desenha. A dinâmica entre Executivo e Legislativo, desgastada após quatro anos de governos convulsionados, encontra agora oportunidades de recalibragem.
Com informações de g1.globo.com.