📍 Brasília, DF

Ondas de calor são negligenciadas no Brasil

Especialistas em clima alertam que o Brasil subestima a gravidade das ondas de calor, um desastre que permanece fora do radar das políticas públicas. Dados do Sistema Único de Saúde apontam 50 mil mortes provocadas pelo fenômeno em 14 regiões metropolitanas entre 2000 e 2020 — número 20 vezes superior ao de vítimas de deslizamentos de terra no mesmo período. Apesar dos números expressivos, o problema segue despercebido.

A falta de atenção ocorre porque as mortes por calor não são imediatas e visíveis como outras tragédias naturais. Segundo pesquisadores, existe uma falsa percepção de que brasileiros, por viverem em país tropical, estariam naturalmente acostumados com temperaturas elevadas. O novo El Niño, fenômeno que altera a circulação global de ventos e clima, deve intensificar essas ondas de calor em 2026, tornando as condições ainda mais críticas.

Os impactos do El Niño não serão uniformes. Enquanto o Sul enfrentará maior risco de enchentes, Norte e Nordeste devem sofrer com secas. Centro-Oeste pode registrar atraso nas chuvas e mais ondas de calor. Especialistas também alertam que o fenômeno favorece o acoplamento entre seca, calor intenso e incêndios florestais, aumentando significativamente o risco de propagação de fogo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.


Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.

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