📍 Brasília, DF

Honestino ganha vida no cinema com Bruno Gagliasso

Chega aos cinemas esta semana a cinebiografia “Honestino”, protagonizada por Bruno Gagliasso. O filme, dirigido por Aurélio Michiles, mergulha na história de Honestino Monteiro Guimarães, jovem que desapareceu aos 26 anos em 1973 e se transformou em ícone da luta estudantil contra o regime militar.

Natural de Itaberaí, Honestino chegou a Brasília no ano de sua inauguração, em 1960. Desde o ensino médio engajado em movimentos estudantis, passou em primeiro lugar para geologia na UnB aos 18 anos. Na universidade, presidiu a Federação dos Estudantes Universitários de Brasília e integrou organizações clandestinas de resistência. Preso quatro vezes em manifestações e grevistas, enfrentou a invasão militar à UnB em 1968, episódio marcado pela violência contra estudantes.

Após anos vivendo na clandestinidade em São Paulo e Rio de Janeiro, onde assumiu a presidência da União Nacional dos Estudantes, Honestino foi detido pelo Centro de Informações da Marinha em 1973. Seu desaparecimento foi registrado em 10 de outubro, data que consta no atestado de óbito. O corpo nunca foi localizado. O reconhecimento como crime político veio anos depois, em 1996, com a emissão da declaração de óbito, seguido de anistia política em 2014.

Hoje, o legado de Honestino transcende placas e marcos. A UnB batizou teatros, seu diretório de estudantes e, em 2024, concedeu diploma póstumo de geólogo. O Museu Nacional de Brasília, projetado por Oscar Niemeyer, também carrega seu nome, consolidando a memória do jovem que virou símbolo de Brasília.


Com informações de g1.globo.com.

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