O Partido Missão, representado pelo candidato presidencial Renan Santos, apresentou uma reclamação ao Tribunal Superior Eleitoral alegando que falhas em seus mecanismos de controle permitiram a filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. O partido reconhece que dados falsos foram inseridos no sistema de filiação e posteriormente validados pelo TSE, mas nega conduta intencional de seus membros ou dirigentes.
A situação eclodiu na quinta-feira quando Flávio Bolsonaro não conseguiu registrar sua candidatura ao aparecer vinculado ao Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O TSE negou ataques hackers e informou que uma pessoa credenciada do Missão realizou a filiação. Horas depois, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, restaurou a filiação de Flávio ao PL e determinou a exclusão do vínculo com o Missão do histórico partidário.
O Missão argumenta que sua automação de processos de filiação, necessária por ser partido recém-criado, pode ter facilitado a prática criminosa. A legenda afirma que alertou o senador através de e-mails para seu endereço institucional, que foram considerados spam pelo gabinete de Flávio. Dados recuperados pelo setor técnico do partido mostram que o CPF e endereço registrados continham adulterações, incluindo o fictício “Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano”.
O Missão registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal e comunicou os fatos ao TSE. O tribunal também identificou tentativas similares com outros candidatos presidenciais, como Lula, e suspendeu o processamento de novas filiações no Sistema de Filiação Partidária como medida preventiva.
Com informações de g1.globo.com.