Integrantes da administração federal interpretam a ativação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos como um movimento tático de negociação, não como implementação imediata de contramedidas. A medida funciona como resposta robusta e demonstração política, mas inicia um processo que demanda tempo antes de eventual adoção de punições comerciais.
Na avaliação do Palácio do Planalto, as tarifas impostas por Washington seguem motivações políticas e integram estratégia mais ampla de influência na América Latina. A leitura governamental é que o comportamento americano passou a levar em conta a disputa presidencial brasileira. O mecanismo serve para pressionar o retorno aos critérios técnicos e comerciais nas negociações.
A Secretaria-Executiva da Camex terá até 30 dias, prorrogáveis por período igual, para elaborar relatório sobre enquadramento das medidas americanas na Lei da Reciprocidade. Nesse interim, o Itamaraty notificará Washington e manterá canais diplomáticos abertos. O governo brasileiro vê a janela como oportunidade para reconstruir negociação.
Nos bastidores, autoridades reafirmam que o Brasil não almeja escalada comercial e segue aberto ao diálogo. Simultaneamente, defendem posicionamento firme, ressaltando que nações que cederam rapidamente às pressões americanas saíram prejudicadas. A postura oficial é: não trata-se de ataque, mas defesa.
Com informações de g1.globo.com.