A Dívida Pública Federal fechou julho em R$ 9,288 trilhões, um aumento de 0,22% em relação a junho, quando estava em R$ 9,268 trilhões. Apesar da alta, o indicador permanece abaixo das projeções do Tesouro Nacional, que prevê encerramento de 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
O principal responsável pela alta foi a apropriação de R$ 89,95 bilhões em juros. Com a Taxa Selic em 14% ao ano, o governo reconhece mensalmente a correção dos juros sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida. No mesmo período, o Tesouro resgatou R$ 61,91 bilhões a mais do que emitiu, principalmente em títulos prefixados, o que teria levado a dívida mobiliária a recuar sem a pressão dos juros.
A dívida externa caiu 2,12%, passando de R$ 347,71 bilhões para R$ 340,06 bilhões, beneficiada pela desvalorização do dólar em 1,92%. A reserva financeira usada em momentos de turbulência atingiu R$ 1,346 trilhão, o maior nível desde 2015, cobrindo 7,81 meses de vencimentos.
Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,76 trilhão em títulos federais. A composição da dívida apresentou mudanças com o vencimento de títulos prefixados: títulos vinculados à Selic subiram para 51,11%, corrigidos pela inflação para 26,02%, e prefixados caíram para 19,22%.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.