Dezenas de organizações que representam servidores públicos federais lançaram manifesto nesta terça-feira para sinalizar o contraste entre os dois modelos de Estado em disputa no pleito de domingo. Conforme as instituições, as escolhas eleitorais terão impacto direto nas condições de trabalho, direitos e reconhecimento dos funcionários que compõem a administração estatal.
O documento critica propostas de reforma administrativa que, sob o discurso de modernização, podem afetar a segurança dos servidores, intensificar a precarização laboral e reduzir a capacidade de atuação independente do Poder Público. As entidades enfatizam que a estabilidade funcional não configura privilégio, mas sim proteção institucional contra pressões políticas e econômicas, essencial para que servidores atuem em prol do interesse coletivo.
As organizações também citam a Argentina como exemplo de consequências de políticas de redução estatal. O governo Javier Milei instituiu plano de desligamentos voluntários que pode atingir 21 mil funcionários, e desde janeiro de 2023 já fechou 77 mil postos no serviço público argentino. O manifesto identifica riscos de congelamento salarial, restrição de contratações e demissões em massa no contexto brasileiro, medidas que podem prejudicar a prestação de serviços fundamentais à população.
Para as entidades, a questão ultrapassa discussões sobre salários. Trata-se de preservar carreiras, conhecimento técnico acumulado e a capacidade de resposta estatal às necessidades sociais, elementos que consideram essenciais para a manutenção da máquina administrativa eficiente.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.