Um protesto reuniu aproximadamente cem pessoas em Brasília nesta sexta-feira em frente ao Tribunal Superior Eleitoral. O ato foi contra a decisão do ministro André Mendonça de suspender a divulgação paga de um vídeo de dois minutos e meio sobre Ana Clara em plataformas digitais. A solicitação para remover o conteúdo partiu do candidato Flávio Bolsonaro.
A medida também determina que a campanha não contrate novos impulsionamentos do material, sob risco de multa de dez mil reais para cada alavancagem. Segundo Maria das Neves Filha, presidente da União Brasileira de Mulheres, a ação configura censura à democracia. Ela criticou o fato de a decisão ter sido proferida no último dia útil antes da votação.
Mendonça justificou sua decisão argumentando que o vídeo não apresenta conteúdo promocional autônomo da candidatura de Lula, mas apenas críticas ao adversário. O ministro também observou que a presença do depoimento da mãe de Ana Clara, Cristiane Gomes da Silva, não autoriza automaticamente o uso remunerado do material.
Ana Clara morreu em 2021 aos cinco anos, atingida por tiro de fuzil disparado por um policial militar em uma comunidade de Niterói, no Rio de Janeiro. O vídeo divulgado exibe que durante seu mandato, Flávio Bolsonaro defendeu o acusado, argumentando que o exercício da advocacia não deveria ser criminalizado.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.