A popularização de medicamentos emagrecedores como Ozempic e Mounjaro está transformando o mercado de manutenção e ajustes de roupas nos Estados Unidos. Consumidores que perdem peso significativo preferem reformar peças já existentes em vez de investir em novos guarda-roupas, motivados pela incerteza sobre a estabilidade do peso e pelo custo elevado dos medicamentos.
Profissionais como sapateiros e alfaiates registram demanda recorde por seus serviços. A Cobblers Direct, que opera 25 lojas físicas e oferece serviços de envio, passa a encurtar até 500 cintos semanalmente. Alguns clientes chegam aos estabelecimentos com múltiplos cintos nos ombros, solicitando ajustes que revelam quanto de couro foi removido — transformado em espécie de troféu da perda de peso.
Dados revelam que cerca de 80% dos usuários de medicamentos GLP-1 usam roupas que não servem adequadamente, sendo o jeans a peça mais afetada. Além de cintos e roupas, há crescimento em ajustes de calçados e acessórios, já que os pés também diminuem durante o processo. A tendência é tão marcante que algumas lojas de Manhattan batizaram o fenômeno de “belt-zempic”.
A relutância em renovar completamente o guarda-roupa também reflete dados científicos: estudos indicam que usuários recuperam 60% do peso perdido dentro de um ano após interromper o uso dos medicamentos, justificando a cautela ao investir em novas peças.
Com informações de g1.globo.com.