O Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos visitou sete escolas no Plano Piloto e Cruzeiro e constatou que o projeto de educação integral prometido pelo GDF está funcionando de forma improvisada e sem planejamento adequado. Os achados serão compilados em relatório apresentado em audiência pública que deve ser marcada nos próximos dias.
Entre os problemas identificados estão refeições com excesso de carboidratos e poucos legumes, falta de espaço para descanso e queda no rendimento escolar. Apenas uma escola oferecia cardápio com opção para intolerância alimentar. O presidente do conselho destacou que crianças que passam dez horas diárias nas escolas precisam de estrutura e alimentação adequadas.
Cerca de seis mil alunos perderam a oportunidade de estudar uma vez por semana nas Escolas Parque, modalidade que oferecia atividades artísticas e esportivas especializadas. Segundo relatos de pais, as Escolas Classe não conseguem suprir essa demanda com eficácia, principalmente pela falta de professores especializados.
A Secretaria de Educação afirmou que o modelo está em processo de avaliação e que ajustes são feitos continuamente. Reconheceu a necessidade de ampliação em refeitórios e capacitação profissional, com meta de expandir a educação integral para todos os alunos do DF.
Com informações de g1.globo.com.