Um bebê de 12 dias nascido na Estrutural foi sequestrado do quarto 208 do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) na tarde desta terça-feira (6). A criança estava internada para tratamento quando desapareceu do alojamento conjunto, espaço onde mães permanecem com os recém-nascidos. A enfermagem percebeu o sumiço ao buscar o bebê para retirar um acesso venoso do braço da criança.
Testemunhas relataram que a mãe, uma jovem de 19 anos, estava em uma fila no corredor durante um ‘dia de beleza’ promovido no hospital — com serviços de manicure e cabeleireira para pacientes — quando notou que o filho havia desaparecido. Aos funcionários, ela descreveu ter visto uma mulher de vestido florido circulando pelo local antes do sumiço. A suspeita é de que essa mulher tenha levado a criança.
O episódio escancarou uma falha grave de segurança no Hran: das 28 câmeras instaladas na unidade, nenhuma grava imagens. Na ala da maternidade, no segundo andar, há seis câmeras — todas inativas para gravação. Uma auditoria do Tribunal de Contas do DF (TCDF) de 2016 já havia apontado o problema: das 900 câmeras compradas pela Secretaria de Saúde, só 95 foram instaladas, e os hospitais não tinham estrutura para o monitoramento eletrônico por falta de equipamentos como o switch, que interliga as câmeras aos servidores.
O caso foi encaminhado à Divisão de Repressão ao Sequestro da Polícia Civil do DF. A corporação informou que divulgaria as características da suspeita e um retrato falado ainda nesta terça. Quem tiver informações pode acionar o Disque Denúncia pelo número 197. Mãe e bebê teriam recebido alta na quarta-feira (7), caso o desfecho fosse diferente.
Com informações de g1.globo.com.