O Distrito Federal anunciou nesta segunda-feira (24) que não vai renovar o estado de emergência na saúde pública, medida que estava em vigor desde janeiro de 2015 e tinha sido prorrogada quatro vezes. Para quem frequenta o Hospital Regional do Gama, referência na região Sul do DF, a notícia chega como sinal de que o poder público considera o pior da crise superado.
Durante dois anos e meio, o decreto deu ao governo poderes especiais: compra de medicamentos e insumos sem licitação, pagamento de horas extras, convocação de concursados e extensão de jornadas de 20h para 40h semanais. Médicos, servidores terceirizados e até profissionais do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar puderam ser acionados para reforçar unidades como o HRGama.
A Secretaria de Saúde justificou o encerramento apontando avanços na contratação de serviços, desbloqueio de leitos e recomposição de equipes. O argumento contrasta com o que o próprio secretário Sérgio Sampaio dizia em janeiro deste ano: na época, ele afirmava que seis meses ainda não seriam suficientes e que 80% do orçamento da pasta seguia comprometido apenas com folha de pagamento.
Sem nenhuma medida administrativa adotada pelo Palácio do Buriti para alterar esse índice desde então, a decisão de encerrar a emergência levanta dúvidas sobre o que realmente mudou na estrutura financeira da saúde do DF — e se unidades como o Regional do Gama vão sentir diferença no dia a dia.
Com informações de g1.globo.com.